30 de set de 2013

O Homo digitalis é um Homo ridiculus

A revista Carta Capital desta semana traz como destaque uma reportagem com mais uma daquelas teses sobre o uso que fazemos das mídias (ou redes, como costumeiramente chamamos) sociais indicando que elas nos afastam um dos outros e são a maior causa das mazelas da humanidade.

Não quero entrar no mérito jornalístico do texto, que, também por causa do tema, acho bastante interessante. Afinal de contas, as mídias sociais têm sido responsáveis, em um espaço pequeno de tempo, por transformações no comportamento humano que, talvez, poucos supunham viver para assistir de tão perto.

Mas é bem verdade que, se não forem a causa, as mídias sociais tem acentuado o lado mais insuportável do ser humano, que tem se revelado burro, preconceituoso e pedante. Claro que, assim como o bilhão de pessoas que possui um perfil no Facebook, também me incluo nesse perfil. Não há explicação plausível para tantos posts e fotos que nada mais são do que mostrar ao outro que somos melhores em alguma coisa – e de provocar inveja, vamos nos submetendo a uma competição cujo vencedor não chega a lugar algum.

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